terça-feira, 18 de agosto de 2015

Assuntos Proibidos #1

Assuntos Proibidos, serão pequenas resenhas interligadas que tratarão de assuntos que ninguém fala ou tem saco, ou coragem para falar. 

Custo do transporte público

Sim eu ando de ônibus como muitos em nossa cidade e claro. O valor da passagem, R$ 3,25 (três reais e vinte e cindo centavos, no dia em que isto foi escrito) é sim demasiado caro, para carros velhos, sem estrutura, lotados, atrasados, tripulação (motorista e cobrador) sem treinamentos, etc...  Legal todo mundo concordou, alguém já parou para pensar que temos (população) parcela de culpa nisso? Toda vez que um *braZileiro utiliza de seu cartão de isenção, nos pagamos a passagem dele, toda vez que alguém picha um ônibus, somos nós que pagamos a limpeza, que toda vez que alguém rasga os estofados, nós pagamos, toda vez que alguém quebra ou até incendeia, somos todos nós que pagamos por isso. Ou seja, agora você consegue ver a nossa parcela de culpa, reclamar sim, questionar sim, mas fica por aí, pq até que todos sejamos brasileiros de novo, não podemos reclamar de nada do que fazemos.    

  

Não trabalho nem pretendo trabalhar em nenhuma empresa de transporte público, mas acho justo que todos tenhamos ciências sobre nossas responsabilidades como cidadãos de uma mesma cidade. Chega de colocar a culpa em todos menos em nós mesmos. 

Porto Alegre, deu?




*braZileiros: cidadão que utiliza de todos os meios para tirar vantagem sobre seus semelhantes. Exemplo: não devolver o troco recebido à maior, sentar em bancos que não são destinados a ele, parar em vaga de cadeirante, furar fila, etc, 

O problema do BraZil é o brasileiro

Não me canso em dizer que o problema do Brasil é o brasileiro, o povo tem uma certa tendência a achar que o seu espaço particular, seu espaço de vida não pode ser infringido por ninguém e por nada. Nisso se inclui o lixo que a pessoa gera:

- Se eu não jogar o papel de bala no chão, quem vai dar emprego para os lixeiros?

Canso de ouvir esse tipo de comentário e fico estarrecido em saber que de verdade, no cerne do ser, eles acreditam nisso. Acreditam tanto que não param de agir desta maneira. Não vou entrar em nenhuma discussão filosófica de quantas lixeiras existem na cidade, de quantos compartimentos para baganas de cigarro, sacos plásticos para fezes de animais nem nada disso, "serás eternamente responsável pelo lixo que produz". Brincadeiras a parte, me deixa triste ver uma cidade tão linda quanto Porto Alegre tão suja, sim eu reclamo da sujeira sempre pq vivemos em meio a ela, de alguma maneira incorporamos ela em nossas vidas que nem percebemos o tão grosseiro ela é. 


Para de ônibus em frente ao shopping da Borges de Medeiros, sim existe uma lixeira, sim ela é pequena. Se você percebeu que o lixo já transbordou, não custa carregar consigo e colocar no lixo do ônibus, no lixo da sua casa. Não custa pensar que seus filhos, vão usar este mesmo ambiente para viver. Deve ser muito difícil carregar consigo o lixo que a pessoa produziu, deve ser sacrificante. 

Porto Alegre, deu?