segunda-feira, 29 de junho de 2015

Sujeira

Não é que eu não me canse de falar sobre a sujeira a imundice em que vivemos, mas vivemos em uma cidade tão suja e tão mal tratada que não tem maneira de começar o dia bem. Hoje como todos os dias, estava correndo para pegar o ônibus Chácara das Pedras na Praça Dom Feliciano, o horário em que ele sai é quase o mesmo em que o meu chega ao centro, correndo, pois não queria perder. Em meio a correria, segura mochila, segura celular, sinaliza para o motorista me esperar (faço isso de segunda à sexta), tive um vislumbre verde em frente aos meus pés. Um vislumbre verde? Enquanto corria, tive a brilhante ideia de olhar para o chão, não somente para frente e vi uma garrafa de cerveja quebrada. 

Que isso gente? O que é isso? 


            Me deixa de boca aberta saber que alguém consumiu aquela urina de cachorro (nunca tomei urina de cachorro que fique claro), ao lado de duas lixeiras e foi capaz de jogar na rua, além de quebrando e colocando as pessoas em risco. Poderia ter sido com qualquer outra pessoa correndo, eu não fui o único a correr esta manhã. Poderia ser  um idoso, uma criança, qualquer um, claro que o certo seria que eu recolhesse e jogasse no lixo, mas estava tão concentrado em não perder o ônibus, que não parei para juntar e colocar no lixo (#arrependido aqui), mas voltando ao cerne. Me deixa muito chateado perceber (agora escrevendo sobre o assunto) o quando a humanidade caiu num mundo de imundice e sujeira diária, onde é mais fácil colocar o lixo na rua do que nas duas lixeiras que haviam no lugar, inteiras e fazias diga-se de passagem.

Porto Alegre, deu?

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