segunda-feira, 8 de junho de 2015

Casa Dom Feliciano

Não sei vocês, mas eu sábado de manhã, fui trabalhar como sempre. Espanto pra mim que na Praça Dom Feliciano existe quarto, sala, cozinha e me assusta pensar, onde será o banheiro. Não entendeu? Eu explico! Ao lado da parada do Chacara das Pedras, existe uma escadaria que da acesso para a Praça, até aí tudo bem, porém percebi que existe uma familia morando ali. Em função do frio(acredito eu), o pai da familia estava todo enrolado em cobertas, sentado em uma poltrona, dois adultos mais jovens uma moça se maqueava com um espelho e um homem jovem conversava tranquilamente sentado em outra poltrona. E o que eu tenho a ver com isso? Me maltrata imaginar pessoas morando na rua, me passa na cabeça que tenho uma filha pequena, que não está livre de um destino parecido, que hoje se tenho um teto sobre minha cabeça, foi com muito custo e trabalho. 
            Aí você vai me dizer que pobreza existe no mundo todo, pessoas morando na rua existe no mundo todo, fome, miséria e etc... E eu te pergunto, isso faz com que fiquemos menos preocupados, faz com que não fiquemos tentando entender ou tentando resolver isso? Eu de verdade sou muito inculto, não entendo dos meandros da vida e não sou o dono da verdade. Queria apenas um pouco mais de igualdade, que aquela família que mora na praça tivesse a chance de ter um teto, indiferente dos rumos que tomaram, ou deixaram de tomar, que culminou no atual destino deles. Queria apenas que eles tivessem acesso ao menos um mínimo de chances.

Porto Alegre, deu?

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